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Crítica: Amar-te à Meia Noite

⚠ ALERTA SPOILERS ⚠

Bem, comecemos esta review com uma confissãoando a assistir muitos filmes para adolescentes e provavelmente ou estou ficando louca ou demasiado iludida – sendo que a segunda opção parece-me ser a mais acertada. Quando falaram-me neste filme (trailer) e contaram-me o final (sim, há amigos que quando nos recomendam os filmes vão dando vários spoilers) coloquei-o em primeiro lugar, na minha lista. E não é que surpreendi-me imenso?


Sonhando que consegue sentir o calor do sol na sua pele, a realidade de Katie (Bella Thorne) todos os dias é bem diferente. Dorme de dia e está acordada de noite. Escreve letras de músicas, sempre acompanhada do seu violão e sai à noite até à estação de comboios, onde toca música. Numa das saídas, depara-se com Charlie (Patrick Schwarzenegger), o rapaz que vê, todos os dias, desde os 7 anos da sua janela e pelo qual tem uma paixoneta secreta.

Ao sair apressadamente da estação, Katie esquece-se do seu caderno, sendo que pede à sua única amiga Morgan (Quinn Shephard) que o vá buscar. A mesma elabora um plano para que a sua amiga e Charlie possam encontrar-se novamente. O rapaz, ao deixá-la perto de casa convida-a para saírem. Mentindo acerca do seu estado de saúde – sendo que tem xerodermia pigmentosa (XP) uma doença que é caracterizada por sensibilidade extrema à radiação ultravioleta (UV) induzida por alterações na pele e olhos, e múltiplos cancros da pele – os dois começarão a ter uma relação amorosa.

Ao estar a viver tão intensamente este amor recíproco, Katie termina por ficar exposta, por meros minutos, aos raios solares, sendo que as alterações na sua pele começam a desenvolver-se rapidamente, após essa exposição. Sendo que os seus dias estão contados, a adolescente aproveita para passar bons momentos ao lado do seu pai, amiga e Charlie.

Surpreendentemente, o rapaz leva-a a um estúdio para que grave a música que a mesma tinha escrito para ele e publica-a mais tarde no YouTube. Os seus últimos momentos foram no barco do patrão de Charlie, acompanhada pelo rapaz, onde sentiu o sol tocar-lhe a pele, pela primeira e última vez.

Resumidamente, no começo do filme achei que era demasiado cliché e até pensei em desistir de acompanhar até ao final, porém como persistente e curiosa que sou, prossegui. Não é que a senhora aqui, que muitas vezes parece ter coração de pedra, se emocionou e pausou o filme uma dezena de vezes? Pois é meus queridos, a pedra aqui também chora (risos)!

Em si, achei que foi uma excelente história para refletir acerca do que estamos fazendo com a nossa própria vida. Será que estamos a aproveitá-la como deveríamos? Algo tão simples como apanhar sol – algo que fazemos todos os dias, sem que demos conta –, sair de casa de dia, são tudo coisas tão mínimas mas que deveríamos agradecer por podermos fazê-las. Há quem não tenha a mesma sorte.

Em geral, refleti ainda mais do que costumo fazer habitualmente, no meu dia a dia e agradecer por cada dia em que consigo sair à rua e aproveitar o sol. E acima de tudo, deu perfeitamente para entender no decorrer da história da Katie, que a mesma aproveitava ao máximo cada segundo da sua vida; que vivia-a intensamente, como se não houvesse amanhã – porque esse é tão imprevisível como acertar nos números do euromilhões.

Não podemos tomar nada por garantido.

Carolina

Pessoa doce e amarga; aquela que perdoa, mas não esquece quem lhe magoou;que ama com todo coração, mas que ninguém deseja ser foco de seu ódio. É aquela menina/mulher que deseja revolucionar o mundo e concretizar os seus sonhos.

2 comentários em “Crítica: Amar-te à Meia Noite”

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