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Textos

Voltar ao teu abraço.

Raramente consigo escrever sobre alguma coisa que sinto (por mais estranho que isto possa parecer), mas hoje simplesmente quis escrever qualquer coisa que não fosse um trabalho que tenho que entregar para a faculdade. Não sei se posso, ou se devo, mas às vezes faz falta falarmos sobre agradecer. E passou-vos pela cabeça mil pessoas para agradecer? A mim também. Vou-vos falar de pessoas especiais.

Há pessoas-casa. Pessoas que não precisamos todos os dias, nem precisam de nós e se disserem o contrário mentem. A amizade não precisa do físico, não precisa de lugar, não precisa de tempo bom lá fora. A amizade faz o lugar e faz o pior dia de Janeiro um ameno dia de Agosto. Uma mesa branca e tu nem reparaste nas mil cores que pintamos aleatoriamente. Ri-me. Chorei de saudade e voltei para casa de coração cheio. É assim que se alimenta uma amizade. E só assim sabes que é de verdade. Eu sempre precisei de pessoas, tinha essa necessidade e esse medo de estar sozinha. Até que um dia percebi quem eram os verdadeiros.

Foi quando não tive medo de partir que aprendi a saborear um abraço de regresso a casa. E sabe tão bem sentir saudade. A saudade é a minha melhor amiga em horas de aperto. Lembro-me sempre de algumas pessoas e dou por mim a rir sozinha. E eu sou uma pessoa de pessoas, que me levam a passear no tempo e a perder a noção do tempo. Era de noite e eu vi o sol brilhar, ou então foi só o meu coração a ter luz própria e ser a sua própria estrela.

A amizade é porto de abrigo, onde podemos atracar o barco em dias de tempestade.

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