Foto: Bianca Castillo / Unsplash
Reflexão

Sobre as escolhas que fazemos

Passar no intermitente/vermelho, sem nem parar, deixando todos os que atravessam aquela zona em perigo. Deixar-se permanecer numa relação abusiva, onde o amor já não é casa. Deixar que um amigo ou alguém nos derrube e ainda assim permanecer lá quando é preciso. Deixar que alguém nos use, quando precisa. Deixar-se ficar numa relação, por pena e não por amor verdadeiro. Ir empurrando a vida, sendo que não há outra saída. Não pensar e arriscar sempre em algo que não vai correr bem. Entrar numa rua mais escura, estando ciente do perigo. Conduzir sob efeito de álcool e destruir a vida de alguém. Destruir alguém, mesmo que só verbalmente. Saltar ou não para o abismo. Fumar. Deixar-se levar pelas opiniões dos outros e ser como eles. Arriscar e ser feliz. Ir em busca do que nos verdadeiramente deixa contentes.

No fundo é tudo sobre as escolhas que fazemos.

Podemos escolher não magoar ninguém, nem pôr pessoas em perigo pela nossa falta de atenção ou remorsos. Às vezes, o ser humano consegue ser tão egoísta que se põe sempre em primeiro lugar, ainda que isso implique magoar alguém. Desde quando não temos empatia pelas outras pessoas? É claro que há quem nem mereça a nossa atenção, conselhos, mas se damos é porque queremos. Há que saber distinguir quem nos merece e quem não.

Podemos escolher ser maus, sendo essa a opção mais fácil de todas. Ou então decidimos ir pelo caminho mais complicado e sermos bons para quem mereça. Saber dar-nos valor e decidir o que é mais acertado.

São as escolhas que definem muitas vezes o nosso carácter. São elas que demonstram se pensamos nas consequências dos nossos atos ou não. Se temos consciência ou se temos empatia.

Podes colocar-te sempre em primeiro lugar, desde que não envolvas inocentes nas tuas escolhas, pois aí serás egoísta e má pessoa. Acho que na realidade, já poucos são os que se importam com senso comum, com o bem e o mal. Andamos todos a marimbar-nos para as coisas mais simples e acabamos sempre desiludidos e magoados por isso mesmo. Afinal, a escolha sempre foi nossa, não é mesmo?

2 comentários em “Sobre as escolhas que fazemos”

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