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Reflexão

Quando não cultivamos amor

Eu não sei amar como a atualidade otária e ignorante de hoje. Não sei fingir carinho, preocupação, amor ou até um “amo-te” não sentido. Não sei. Posso ser o único errado, quando todos fingem que sentem, fingem que se preocupam e fingem ser alguém que não são.

Não sei simplesmente virar as costas sabendo que há algo que pode ser feito. Não consigo simplesmente terminar uma relação devido a uma briga tola. Quando brigamos devemos saber também dar o braço a torcer e pedir desculpa. Todos os casais brigam e metem em causa o seu amor. É nessas alturas em que os testes começam. Quanto se amam afinal? É óbvio que quando não há o teste falha e o relacionamento acaba. E não, não foi porque o amor acabou. Foi porque não houve amor! Nunca existiu!

As pessoas constroem as suas relações em cima de mentiras, fingimentos, superficialidades, status sociais e um monte de coisas banais sem sentido algum. Não há amor. O amor não pode ser plantado numa terra estéril. Quando não cultivamos amor desde o início nas nossas pequenas terras, não tem como plantá-lo e deixá-lo crescer. Não tem como fazê-lo!

Todos nós andamos a esquecer-nos de cultivar o amor incondicional entre todos. Entre amigos, familiares e outros parentes não tão chegados. O amor virou banalidade. Virou uma moda, um status social. Há mais corações partidos do que pessoas felizes. Quem realmente ama e cultivou por toda a sua vida o amor, recebe veneno que mata tudo o que encontra. A pessoa vai embora e deixa o veneno. A plantação fica morta, isenta de vida e aí o coração fica completamente destruído.

Somos como flores, como plantas, como terras de cultivo. Se não há nada crescendo em nós, se não fazemos por isso acontecer, nada será diferente. Teremos sempre de ir comprar, ir em busca de algo fabricado, com produtos químicos. O amor está contaminado pela falsidade. A população foi contaminada também.

Diante de todos, os que ainda preservam as suas terras são vistos como estranhos. Se sou um estranho por saber amar, então quero ser um estranho para toda a vida. Quero estar sempre errado, porque o que para todos pode ser errado, para mim é o mais acertado. Afinal, cada um cuida do que cultiva e cada um colhe o que planta. Como é óbvio, quem nada planta, nada recolhe. É uma equação simples. É a vida. Mas o estranho sou eu! O errado sou eu!

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