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Tu, saudade.

Estão a ver aquelas pessoas que vocês dizem que não gostavam no início mas agora não vivem sem? Apresento-vos a saudade. Passei parte da minha vida e do meu tempo a pensar que se podia morrer de saudade. Hoje eu vivo dela.

A saudade é o vento que reacende o lume. Não deixa perder o porquê de ainda existir. Do que ainda nos move. A saudade é aquela amiga que anda de braço dado connosco e nos pergunta há quanto tempo não vamos a casa e nos faz inverter o sentido de marcha e meter as chaves na porta. A saudade faz nos olhar um sorriso e relembrar um outro que já não mais existe entre outros tantos. A saudade alimenta-nos o bom e substitui o mau porque daquele não reza a lenda.

A saudade é uma morada, um abraço, um momento que sabemos que não volta mas que também não queremos esquecer porque ainda nos faz sorrir. Aprendi com a saudade o quanto é bom voltar. Voltar é a recompensa da saudade. O abraço mais apertado, o cheiro do que já tivemos e perdemos por tempo indeterminado e voltamos.

Ouvi dizer um dia que parto porque preciso mas volto porque te amo. Porque a saudade mantém o amor, a amizade, o afeto. As pessoas partem no ciclo da vida e não me quero esquecer, não quero perder essa memória boa. Para isso existe a saudade que nos relembra todos os dias que vale a pena, vale sempre a pena voltar. O segredo da vida não é ficar para sempre, mas sim voltar sempre.

Hoje trato a saudade por tu e passeamos de lês a lês na praia da vida. Aprendi a lidar com saudade e hoje somos amigas.

2 comentários em “Tu, saudade.”

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