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Reflexão

Tudo tem um final.

Continuo tentando acreditar com todas as minhas forças que algum dia irá dar certo. Algum dia, não haverá um final e sim um para sempre. Quero acreditar que isto apenas nos pertenceu por um curto pedaço de tempo e que este tempo não é mais nosso. Mas, é sempre assim, não é? Nós nunca sabemos quando começamos a conhecer uma pessoa, por quanto tempo ela ficará na nossa vida. Pode ficar por dias, meses ou até anos. Não há um dispositivo que marque a durabilidade de cada um na nossa história.

Acreditei por todo este tempo que com esforço conseguíamos. Acontece que só eu me esforcei, só eu fiquei prejudicada um tanto de vezes para que ficasses feliz, em vão. Por mais que mudasse, fizesse as coisas diferentes, não te agradava. E pensando bem agora, esse foi o meu maior erro: tentar agradar-te.

Há uma busca desenfreada nestes dias de tentar pertencer a alguém, de completude. Quem não está com alguém está fora de órbita. Atualmente, é normal veres pessoas que esta semana estão com um e na outra semana com outro. Ninguém gosta verdadeiramente de ninguém, só gostam daquela companhia, daquela sensação de pertencer a alguém e alguém lhe pertencer, de não estarem completamente sozinhos. A solidão assusta esta geração inteira e nos tornamos cada vez mais dependentes destes amores pouco duradouros que não passam de farsas.

Quem ainda está tentando encontrar alguém que o ame, aceite tal como é, não consegue. Todos estão constantemente carentes de pessoas. Carentes e dependentes de carinho, amor falso e um status nas redes sociais. Tudo se resume a demonstrar parecer uma coisa e viver outra completamente diferente. Chega a ser macabro viver desta forma. Parece que gostamos de nos torturar e brincar com os nossos próprios sentimentos. Será que os temos? Será que verdadeiramente sabemos o que é amar alguém e ser amado? Tu nunca soubeste amar, mas diz-me: qual foi a sensação de ser amado?

Certamente, quem não ama nada sente com um final. Não há nada para sentir, porque nunca se sentiu absolutamente nada. Não há luto, não há uma almofada encharcada, há apenas a eliminação de fotos e a mudança do status (por pouco tempo, isso é certo).

Dei-te tudo, e dei sobretudo amor, porém quem não sabe o que sente ou não quer sentir, não sabe receber isso. Custa-me deitar fora as polaroid’s, apagar memórias que para mim, achava que estávamos ambos felizes, custa-me superar-te.

Os fins doem. Não encarámos os finais como recomeços, logo de início. Demora até esse clique vir, até estarmos preparados para saltar do barco e remar noutro, começar tudo de novo. Caramba, custa tanto! Contudo, por mais que não quisesse, tudo tem um final e este é o nosso.

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