Foto: Pinterest
Lifestyle

Perguntas fortes para serem respondidas rapidamente

Para “desafio” de despedida do tão atribulado 2019, escolhi algumas perguntas aleatórias, de vários scrolls que fiz pelo Tumblr (sim, ainda uso isto).

Todos os anos, já no meu blog pessoal, respondia a algumas perguntas. No desafio que fiz por dois anos, Contemplation Challenge, respondia, resumidamente, alguns aspectos sobre o meu ano, momentos e coisas que gostaria de fazer diferente. Para esta reflexão decidi ser mais “profunda” daí as perguntas serem um tanto fortes e serem difíceis de responder/ refletir sem pensar um bocadinho.

Acho que todos os anos, todos nós aprendemos alguma coisa. Há lições que nos marcam e anos que nos marcam mais do que outros. 2019 foi um ano complicado, com algumas metas cumpridas mas com muitos erros pelo meio. Contudo, foi de longe o meu melhor ano.

Chego ao fim sem saber o que raio fiz nestes 12 meses. 2018 foi um ano de evolução espiritual e parece que perdi metade dessa evolução pelo caminho, nestes últimos meses. Todos temos sempre algo a reclamar, como é habitual, porém há coisas que devemos mudar e se mudamos devemos manter essa mesma mudança. Mas, sem mais demoras, vamos às perguntas! \o/

Como devemos tratar as pessoas que nos destroem? — Game of Thrones.”

Não somos perfeitos e por isso mesmo devemos saber perdoar quem nos magoou. Enquanto não perdoarmos quem nos feriu, o rancor vai continuar em nós, impossibilitando-nos de seguir em frente. Perdoar é libertar-se de sentimentos/pessoas que já não se justificam, que não valem a pena.

Não devemos tratá-las como se fossem inimigas. Devemos seguir em frente, sem rancor, o que não significa que tenham que falar com essa pessoa e cumprimentá-la. São coisas diferentes. Mas ao menos, não irão ignorar a sua existência ou odiá-la.

O que fazemos quando a esperança acaba? — Christiellen Pinto.”

Acho, verdadeiramente, que a esperança não acaba. No fundo do nosso íntimo sempre temos uma ligeira esperança, quase como se uma pequena semente no meio de um terreno baldio. Temos esperança de anos mais tarde, estar tudo melhor, que já não haja dor.

No fundo, mesmo quando dizemos que estamos cansados de levantar após cair, levantamos sempre, porque tem de ser. E esse tem de ser, também se deve muito à esperança de um dia melhor. Na minha perspectiva, claro!

Tens a certeza que vives sem um coração? — Um coração para o Homem de Lata.”

Ao longo dos anos fui ficando mais fria, dizendo que nem tinha coração. Demonstrava que nada me feria (quando feria imenso), que não gostava de lamechices, que desprezava qualquer tipo de carinho vindo de alguém. Dizia rejeitar tudo o que mais queria e não tinha. Embora afirmasse ser o que não era, fui-me apercebendo que na prática continuava dando o melhor de mim às pessoas, que conseguia dar amor, que ficava magoada também com algumas atitudes.

No fundo, todos nós queremos demonstrar que não está nos ferindo, que estamos bem, que não somos de carne e osso. Não somos pedras e temos sim coração. Temos consciência disso mesmo, ainda que afirmemos que não.

Mostrar ser vulnerável, nem sempre é uma coisa má. Errado seria se agíssemos feito máquinas. Todos nós sofremos e aprendemos com a dor. A dor nos transforma, distorce o que compreendemos por certo ou errado. A dor força-nos a mudar, para que assim haja de facto, uma aprendizagem.

Viramos pessoas diferentes depois disso, mas ainda que demore, veremos que o coração sempre vai existir e ainda vai permanecer uma parte boa de nós.

Não tenham medo de entregar-se à pessoa certa. E se for uma errada, ao menos aprenderão mais uma lição.

Quantos sonhos são quebrados com uma decepção? — Eoteamo.”

Imensos, mas não todos. Só são quebrados os sonhos que temos em comum. A vida não acaba só porque alguém vai embora e leva os sonhos que tínhamos com ela. Há outros sonhos que podem vir a ter, façam por isso e sobretudo por concretizá-los.

Como se repara os danos de um amor que era recíproco, mas deixou de ser? — Morena.”

Em 2018, com o término da minha primeira relação séria, esta questão deixou-me durante noites inteiras, com insónias. No final, terminei por entender que não se tratava de amor, mas sim dependência/conforto — o que mais há, hoje em dia, nos relacionamentos.

Em todos os casos, pode não ser totalmente assim e o meu melhor conselho é aceitar o fim. Na maioria das vezes, suspendemos a nossa vida, os nossos sonhos, por vários pensamentos de “e se tivesse feito diferente?” quando deveríamos ter aceitado e seguido em frente. 

Os danos, por sua vez, são os cacos que ficam depois da ida, depois do término. São aqueles que temos de varrer e guardar ou despejar no lixo. Irão sentir-se mal por um tempo, a ferida vai parecer impossível de cicatrizar, mas irá, quando permitirem isso mesmo. 

Qual foi a maior lição que esse ano te ensinou? — Bilhetes de Amor.”

2019 ensinou-me muito sobre amor e sobre amar alguém, mas sobretudo, sobre amor próprio. Mostrou-me que nem sempre é para ser. Que há momentos que merecem ponto final e não vírgulas ou pontos de interrogação.

A maior lição desse ano, que quero levar comigo para 2020 é sem dúvida parar de achar que todos merecem infinitas oportunidades, quando merecem um fim. Um simples ponto final. Não prolongar o inadiável fim. Demorei para entender que essa demora, nos causa mais sofrimento e nos impede de viver algo melhor.

Colocar um ponto final em algumas situações e histórias fez com que um peso saísse dos meus ombros. E ninguém, gosta de carregar pesos insignificantes. Espero que não tenham prolongado algo que já tinha terminado, tal como eu.

Já pensaste como seria diferente se tivesses permanecido? — Desconhecido.”

Acho, acima de tudo, que quando não ficamos é porque não era para ser. Às vezes, as nossas partidas custam-nos e custam imenso aos outros, mas são necessárias. Se não havia motivos para permanência, então fizemos a melhor opção quando nos fomos embora.

Embora, tenhamos sempre em pensamento as possibilidades de uma determinada coisa, os “e se’s?” são os piores inimigos da nossa mente. Começam a martelar e a martelar e damos por nós e já estamos arrependidos (ou julgamos que sim). Se agiram de acordo com o vosso coração/intuição/pensamento, então está tudo certo. Sigam em frente.

Chegamos ao fim! \o/ Penso em trazer outro post deste género com algumas perguntas. Acharam interessante? Qual foi a vossa maior lição?

Espero que tenham uma excelente entrada em 2020 e que o façam perto dos que mais amam!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *