Foto: Tumblr
Textos

Uma carta nossa.

Escrevemos esta carta numa das melhores fases da nossa vida para relembrar-vos(nos) do que nos fez chegar até aqui, do quanto batalhamos e do quanto amor tivemos um pelo outro, para aqui chegarmos.

Os dias nem sempre são os melhores para um casal. O trabalho consegue desgastar-nos a tal ponto que nem queremos jantar. É preciso ter cuidado quando o outro está cansado e em baixo. Sempre tentamos fazer uma chávena de café puro, com um chocolate e sentamos-nos frente a frente, em silêncio. Não há julgamentos. Há apenas compreensão.

Numa relação há muita compreensão. Nem sempre há diálogo, porque quando nos entendemos e conhecemos bem, apenas com o olhar ou o movimento do corpo conseguimos saber o que o outro está sentindo. Compreender faz parte. Ter compaixão, paciência e amor, sobretudo nessas alturas de cansaço extremo.

Na TPM é mais um desses casos críticos, em que sempre tentamos não falar muito, para que ninguém grite ou fique irritado. Há um banho esperando, com espuma, uma sopa quentinha e o pijama mais quente dele. Depois de uma boa massagem após o banho, da sopa e de estar completamente quentinha nos braços dele, tudo se acalma. Aquela semana passa e com gestos simbólicos fazemos mais do que alguma vez palavras conseguirão descrever.

Quando há aquela crise de fim do mês o nosso amor é posto à prova e sobretudo a nossa paciência para suportar a fúria que acumulamos para não a soltarmos para cima do outro. Mas somos um, estamos cá para nos apoiarmos mutuamente e tudo dá certo.

Virmos morar sozinhos foi um passo gigante e ao mesmo tempo doloroso na nossa conta bancária. Ainda assim arriscamos, dissemos com toda a certeza que não precisávamos de muito e contentamos-nos com um T0, no primeiro piso de um edifício já antigo. Trouxemos poucas mobílias, algumas delas oferecidas por amigos e familiares, mas dissemos com vontade e certeza que se tivéssemos um colchão e o corpo um do outro, bastaria para sermos felizes.

Depois de tantas dificuldades que todas as relações passam, nós sobrevivemos e esperamos sempre erguer-nos como até agora o fizemos.

Se algum dia acharem que o vosso(nosso) amor acabou, leiam esta carta as vezes que forem necessárias, para que entendam que o amor é a coisa mais inacreditável e inexplicável do planeta. Faz-nos mover montanhas, percorrer quilómetros por 10 minutos de beijos e abraços, faz-nos fazer loucuras e ainda assim nos faz tão felizes.

Não podemos esquecer nunca da nossa caminhada e de todas as receitas que fizeram com que fosse um relacionamento intenso, com problemas (também) e com muito amor, mas sobretudo forte. Somos(são) fortes juntos. Mantenham-se empenhados em conseguir mais um dia, terminar o mesmo sem brigas, sem costas voltadas.

A regra sempre será não levar brigas para a cama. Na cama descansamos e fazemos amor. Nada mais. Os problemas resolvemos como sempre fizemos: amor, paciência, compreensão e dedicação.

Se algo deu errado então é porque se esqueceram de ter paciência, compreensão e dedicação. O amor sempre está lá, aguardando pelo abraço que demora, pelo beijo intenso antes de dormir, mas sobrevive, bem quentinho, dentro dos vossos corações. Lutem para manter o que mais de bonito construíram e não desistem.

Esta é uma carta nossa para reler todas as vezes em que a paciência não for muita e as soluções não aparecerem. É uma carta que todos os casais deveriam escrever e guardar, para um dia lerem, se precisarem (porque todos um dia, precisam). Amem-se e aproveitem porque a vida são dois dias e este já está na conta.

Somos o nosso lar e devemos mantê-lo sempre!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *