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Textos

Há milhares de estrelas nela.

Há milhares de estrelas nos seus olhos. Há milhares de sonhos escondidos nela, que se vão multiplicando com os anos. Há milhares de estrelas nela, uma galáxia inteira por descobrir.

Quis o destino um dia juntar-nos, mostrar-nos que tínhamos de nos apoiar, reconfortar e ensinar um ao outro, o quão bom é o amor e a arte de amar. Só que a maior arte que descobri com a sua vinda para a minha vida, foi ela. Ela é simplesmente uma arte abstrata, esculpida por Deuses, quando ainda nem sabia que existia tamanho fenómeno na terra.

Encontramos-nos, ambos, em más fases. Estávamos destroçados, cansados, impotentes e descrentes. Já não acreditávamos em dias melhores, amores verdadeiros ou no amor. Estávamos descrentes de que tamanha união pudesse funcionar algum dia. Éramos quem mais precisávamos, no momento certo, embora achássemos que não o fosse – que não era o tempo certo para um amor nascer. Mas foi. Sempre é um bom tempo para plantar amor. Não precisámos esperar. A colheita é a que se torna mais difícil, pois o amor não demora a florescer, mas pode morrer com água a mais ou água a menos. Ou seja, atenção/carinho/afetos a mais ou a menos. O equilíbrio é a chave do sucesso para um relacionamento dar certo.

Para amar só basta querer. Não são apenas corpos que importam. As almas sim. A conexão de almas sempre valerá mais e prevalecerá mais tempo do que a união de dois corpos insignificantes. Amar a beleza da pessoa não é somente olhar para o seu exterior. É ter a certeza que já tivemos contacto com aquela alma antes, noutro tempo, noutro corpo. É por isso que o corpo nada importa. O amor cresce e pode ser plantado em qualquer lugar, desde que a terra esteja suficientemente fértil para recebê-lo.

É isso que mais admiro nela. A forma como se multiplica em milhões de estrelas e em cada uma delas, sinto que aprendo mais sobre o que é amar, sobre o quão bom é tê-la do meu lado. Há várias galáxias por descobrir e eu encontrei a minha, a mais brilhante e misteriosa de todas. Há uma reservada a cada um de nós, basta quereremos encontrá-la e estimá-la quando a conhecermos.

Pergunto-me com o que sonha, quando adormece aninhada a mim. Se está a formar constelações e a imaginar-se nelas. Se está simplesmente a sonhar com um buraco negro, sem nada a acrescentar, sem nada para viver. Há sempre perguntas e nem sempre respostas. Nem sempre vamos ter as certezas todas de quem temos ao lado e é por isso que vale a pena quando nos surpreendem. Porque amar é isso: é ir em busca do desconhecido e ir-se familiarizando com os caminhos traçados. Amar é entrar numa galáxia e saber que existem várias estrelas por descobrir e amar. Amar é puramente isto: querer desvendar, saber, admirar e ficar.

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