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Somos aquilo que quisermos!

Todos os dias nos olhamos ao espelho e questionamos quem somos. Mas quem somos mesmo? Seremos alguém de verdade, o reflexo do que somos com os outros ou aquilo que os outros dizem de nós. Dizemos muitas vezes que é difícil nos descrevermos, mas não devíamos ser nós próprios a nossa maior fonte de conhecimento?

A nossa dificuldade está na falsa modéstia. Ficamos entre o que queremos ser e o que somos de verdade. Mas os outros não são os que nos devem descrever, mas sim em quem somos e quem queremos ser de verdade. É nas pessoas que deixamos de ser quem queremos e somos, apenas somos o retorno. Mas existem pessoas más e o nosso reflexo deixa de ser puro. E a pergunta permanece.

Quando era uma menina de duas tranças, a quase meio palmo do chão diziam-me muitas vezes: “Podes ser aquilo que tu quiseres!” Eu acreditava mesmo nisso, nessa frase repetida que tinha sabor aos meus sonhos tornarem-se realidade. Mas ambiguidade dessa frase hoje causa-me um dissabor. A vida não nos permite sermos sonhadores o tempo todo e é por isso que crescemos, a criança de outrora vive em nós, mas não é “nós”. Deixamos de viver bem com pouco e as contas chegam à caixa do correio, chegam as obrigações e o peso da responsabilidade nos cabelos brancos. Não podemos ser o que quisermos, mas podemos ser a nossa melhor versão.

A nossa melhor versão é aquela que não segue a moda, mas nos assenta na perfeição. A nossa perfeição, nas nossas cuvas, no nosso corpo. É o que nós próprios vemos em nós, no nosso eu. A nossa melhor versão vive de instantes, constantes mutações, constantes mudanças e melhoramentos de nós próprios. Estagnar é morrer, nunca atingiremos a perfeição, nunca seremos “a versão”, mas o caminho até lá é o famoso crescimento.

Nós somos aquilo que queremos ser na nossa melhor versão. Podemos não ser os adultos que sonhamos, mas atrás do desconhecido pode estar a nossa melhor versão, constantemente a melhorar. E era disso que me falavam, quando me diziam “Podes ser aquilo que tu quiseres!” e foi isto que eu sempre quis.

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