Reflexão Textos

Amar e ponto.

Na grande maioria das vezes não gosto de assuntos mediáticos, porque às vezes para mim nem chegam a ser assuntos. Porquê que amar ainda é assunto? Faz diferença dar a mão a uma pessoa do mesmo género ou de género diferente? Faz diferença amar alguém mesmo que seja de outra étnia, cor, ou religião? Faz diferença amar um filho mesmo que não seja nosso ou até que o nosso parceiro de família seja do mesmo género que nós?
Infelizmente a resposta verdadeira é “faz”, porque faz diferença. Faz diferença e um dos principais motivos é por ainda ser mediático. Não tem que ser, não tem que ser assunto sequer, é amor, amor e ponto. As mãos que encaixam, encaixam exatamente da mesma maneira. As bocas que se beijam são exatamente iguais. O resto, o resto é privado e a sociedade não entra na casa de ninguém, pois sempre ouvi dizer para não meter a colher.

Incomoda-me o facto de as pessoas rotularem tudo, de criarem o dito normal, a dita norma. Tudo isto da norma começa na língua, na sociedade, naquilo que é o politicamente correto, mas no amor não há correto ou errado. O errado já não é amor, é falta dele. E falta dele muitas vezes é tão mais aceite do que o amor dito “diferente”. Errado é não amar, é não deixarmos amar livremente. É ser preciso gritar ao mundo, fazer paradas e protestos, criar escândalos e fazer disto assunto quando não é assunto nenhum. Amar é intrínseco ao ser humano, amamos e pronto. Somos feitos pelo amor e de amor, porque nos privamos tanto dele? Porque escolhemos quase a dedo a pessoa que queremos ao nosso lado  (como se amar fosse de quereres) porque a sociedade isto e vão pensar aquilo. Chega de mediatismo, é amor e ponto.

E é na falta de amor que começam as guerras e dessas está o mundo cheio. Deixem amar e deixem se amar para serem mais do que meros corpos a deambular no mundo. E não tem que ser por vocês, nem vocês a mudar o mundo de um dia para o outro. Mas deixem uma semente em terra boa e amanhã nascerá uma flor.

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