Textos

Que nunca falte amor.

Que nunca falte amor, por favor. Em cada sorriso nos lábios ou no olhar desta gente. No mais pequeno ao mais altivo gesto. Numa atitude, numa palavra de apreço, ou num apego. Que haja sempre uma palavra bonita para dizer em cada despedida que faça valer a pena cada regresso.

Que nunca falte amor, mesmo em tempos de medo, de receios e angústias. Mesmo em tempo de distância e desconfiança. Mas que não falte amor em palavras, em chegadas e cafés que não esfriam.  Que não nos tornemos solitários e sozinhos na hora do aperto ou da felicidade. Que nunca ninguém tenha que jantar sozinho com falta de pessoas no meio da multidão. Que nunca o medo comande o mundo mas que o mova sempre. Na direção certa.

É o medo que faz o moinho andar, a água girar e não estagnar. É o medo que move o mundo e cada um de nós, o medo de falhar, de não chegar a tempo que nos acelera o passo. É o medo de perder que nos faz dar o salto e agarrar no último fio de cabelo que resta. É no frio na barriga que vive o amor, tem morada e teto no coração de alguém. O medo que faz dizer bem alto, escapando da timidez, amo-te no fim de cada “até à próxima”.

Que nunca deixe de haver medo em cada amor, para fazermos sempre mais, conquistarmos sempre mais um pouco, mais um segredo e um apego que faça regressar a casa no fim de cada dia. Pois o medo faz o amor manter a chama acesa, a vida acesa e quando apagar, acendemos uma vela para jantarmos a dois. Porque em cada medo de te perder, eu invento um novo motivo para te amar e te conquistar todos os dias, assim, um dia após o outro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *