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Reflexão

Dias e dias.

Dias e dias de distância, de medo do desconhecido, de ter pavor a sair à tua, de lidar com as saudades crescentes da falta de um abraço ou da nossa pessoa-casa. Dias e dias que se prolongam com o mesmo começo e fim, com as mesmas tarefas, nem sempre com o mesmo entusiasmo ou vontade. …

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Reflexão

dias de carência acumulada.

Há dias e dias de carência acumulada. Vivemos em piloto automático, repetindo as mesmas tarefas como se o começo fosse o fim do dia. E o fim, o começo. Há a carência de um toque, de um abraço. Nós que tanto desvalorizámos a liberdade, um abraço, um beijo na testa, nos vemos encurralados nessas faltas …

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As mulheres.

É óbvio que todas nós queremos ser bem tratadas. Queremos que nos amem, nos mais pequenos detalhes, que nos demonstrem em gestos simbólicos e simples. Queremos uma massagem, um ato de bondade, que nos abracem sem demoras, que nos beijem com saudade, que nos devorem com vontade, que nos dêem amor e prazer na mesma …

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Reflexão

Somos a incurável melancolia.

Não sei até que ponto a minha existência vale para alguma coisa. Talvez até não valerá para coisa nenhuma. A dor sempre nos desarruma, perturba e muda. Persegue-nos em cada obstáculo e até na busca pela felicidade. A verdade é que a cada dia que passa, a nossa existência passa a ser qualificada, pressionada, duvidada. …

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De madrugada, os sonhos morrem.

De madrugada, os sonhos morrem, porque os sonos são inexistentes. Os sonhos morrem, cada vez que não nos permitimos adormecer e finalmente descansar. Até quando conseguiremos impedir-nos de sonhar? De dormir e sossegar? A minha alma ansiosa pede por descanso, mas a insónia persiste em me perseguir e raptar para si. A insónia é como …

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Recomeçar.

Há várias semanas que já não caminhavam de mãos dadas, ao pôr do sol. Na verdade, nem se viam, nem achava que ele desejasse fazê-lo. Naquela tarde, agradavelmente, aceitara o seu convite, para um passeio demorado. Tremendo e não sentindo os dedos gélidos, a cada quilómetro que percorriam de carro, ia engolindo em seco, olhando …

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Amor no ar.

Passei a vida toda a pensar que era impossível viver sem amar. Sem estar apaixonado ou ainda mais simples, ter uma paixoneta. Pensava mesmo que era impossível nunca ter ninguém para procurar nas redes sociais, nos corredores da escola ou nas ruas da cidade. Parecia-me um cenário demasiado vazio para coincidir com o termo “viver”. …

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As pessoas não voltam.

As pessoas não voltam. Quando elas partem, não vão com bilhete de regresso. Não importa se nos acostumamos a ter nas nossas vidas ou não. Elas simplesmente somem. Mais uma vez, temos de saber superar essa pessoa. Parece recorrente. Todos indo embora, nos deixando sozinhos no nosso mundo de tragédia. Sentimos-nos mal porque aquela pessoa …

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O que raio estou fazendo da minha vida?

Abro uma garrafa de vodka e deixo que o líquido queime a minha garganta. Abro mais uma. Drago um pouco de um charro. Abro mais uma carteira de cigarros e fumo um, em dois tempos, sem prestar atenção a como os meus dedos estão queimados e pretos. A saia balança um pouco como o movimento …

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Perdidos no tempo.

Às vezes, sentimos-nos perdidos. Perdidos no mundo, no lugar, no tempo, nas conversas entre amigos, no grupo de amizade. Às vezes, sentimos que não pertencemos a lugar nenhum. Não sentimos que temos lar, um abraço-casa, um sorriso que nos lembre que pertencemos a alguém — nem sempre, temos esse alguém a quem (re)correr. Sentimos-nos tão …

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